Nasceu numa casa religiosa e continuou a aprendizagem numa escola salesiana, em São Vicente, onde desenvolveu a arte musical que já trazia do pai, o seu primeiro instrutor.
Nas suas pesquisas como arranjador, foi descobrindo que as músicas e as expressões dos países de língua portuguesa traziam, nos seus vários cruzamentos, muitas semelhanças. Umas nas palavras, outras nos conteúdos, nos hábitos e nos costumes. Daí lhe nasceu uma pergunta: mas porque não o entendimento?
A marcha portuguesa confundia-se com a coladeira, a morna com o fado, a coladeira sambada lembrava o chorinho. Misturados ao bião, ao sambão e aos ritmos brasileiros, faziam-lhe ver, na imaginação, a música da lusofonia. Uma música sem fronteiras, capaz de unir os povos na sua vibração.
A 20 de fevereiro de 2023, no auditório principal do CCB, foi apresentado ao público: Paulino Vieira.

